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(...) E então,
ao grande balé das alucinações,
sucederá o vazio
dos teus olhos,
ainda abertos e infelizes,
espelhos quebrados
da tua silenciosa
ira. (...)
ao grande balé das alucinações,
sucederá o vazio
dos teus olhos,
ainda abertos e infelizes,
espelhos quebrados
da tua silenciosa
ira. (...)
(Trecho do poema nº 9, do bloco Não viverás, do livro Poesia Clandestina.)
Não viverás
pelo cadáver
da tua poesia.
Ficará ele avulso,
em folhas soltas,
aguardando o prazo legal
do esquecimento,
do improvisado enterro
de cada verso,
o prazo legal
do inútil julgamento
de cada metáfora. (...)
(Trecho do poema nº 8, do bloco Não viverás, do livro Poesia Clandestina.)